Jacilma Oliveira Andrade
Ando por demais reflexiva nesses últimos dias, e estar com meus pensamentos propicia uma reprogramação e desconstrução de algumas ditas verdades que têm “sentado à minha mesa” e até “iluminado” muitas caminhadas existenciais que conheço. Sim, pois o livre arbítrio e a volição são condições humanas.
Reflito hoje sobre Sucesso e Felicidade… Sucesso e Felicidade não são a mesma coisa!
O sucesso define o status do indivíduo. A felicidade é o que lhe basta, lhe aconchega, lhe faz ser grato…
Felicidade caminha ao lado da ressignificação, da ética, da moral e dos bons costumes. Felicidade está contida na boa, agradável e perfeita vontade de Deus!
TER é status.
FELICIDADE é SER — independente de momentos ou situações.
Dessa forma, a sua condição enquanto indivíduo não define a condição de um ser feliz. É através da construção diária de afetos, ressignificações e equilíbrio espiritual, que definimos nosso estado de ser-no-mundo e toda a objetividade de nossa existência.
“Ressignificar” significa atribuir novo sentido, novo valor ou nova interpretação a acontecimentos, objetos, situação pela qual passou ou à própria vida. Ressignificar é passar a dar maior valor ao SER, perene, que ao TER, passageiro e momentâneo. É entender que o SER se leva para a vida espiritual e dele se prestam contas à Eternidade; já o TER permanece utilizado por outrem.

Alexandre Magno, que viveu apenas 32 anos, estendeu seu império por todo o Oriente, desde a Grécia passando pelo Egito e por todo o vasto Império Persa e alcançou a Índia.
Apesar de haver conquistado glória e grandes riquezas, segundo narrativas pediu para ser enterrado com as mãos para fora do caixão, para mostrar que morreu sem nada levar: glórias, riquezas e feitos ficaram na vida material.
Assim, quando essa compreensão fizer parte de todos os recônditos do seu e do meu ser, poderemos afirmar que não se viveu em vão!
Percebeu que estou falando sobre algo não palpável, mas de satisfação pessoal que tem o poder de alcançar positivamente necessidades palpáveis sem “aprisionamentos” diversos? Então, lhe convido ao caminho da reflexão comigo, pois ao cruzarmos os portões da Eternidade, é — e somente só — essa a única bagagem que levaremos!
A nossa condição é humana por aqui, e a perfeição só será possível quando estivermos em corpos glorificados.
Jacilma Oliveira Andrade

Graduação em Teologia e em Psicologia, CRP: 17/3812.
Atende com abordagem bio-psico-sócio-histórico-espiritual.
Pós-graduação em Saúde Coletiva e Saúde Mental.
Pós-graduação em Neuropsicologia Clínica.
Especialista em Docência do Ensino Superior.
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