Denominações de Maria, Mãe de Jesus Cristo
Maria, Mãe de Jesus Cristo, recebe denominações – títulos marianos – de acordo com os locais em que ela se manifestou.
Em 1917, Nossa Senhora de Fátima manifestou-se a três crianças pastoras em Fátima, Portugal. Nossa Senhora de Lourdes apareceu para a jovem Bernadette Soubirous, em 1858, na Gruta de Massabiele, em Lourdes, França. Nossa Senhora de Guadalupe manifestou-se ao indígena Juan Diego em 1531. Senhora de Guadalupe é padroeira da América Latina.
O título mariano Nossa Senhora Aparecida surgiu em razão do achado de uma imagem de Maria no Rio Paraíba do Sul e não em decorrência de aparição direta.
A história de Nossa Senhora Aparecida

Em outubro de 1717, três pescadores – Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso – encontraram a imagem de Nossa Senhora da Conceição nas águas do Rio Paraíba do Sul, estado de São Paulo.
João Alves lançou a rede ao rio e recolheu o corpo de pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição, que estava sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, ele fisgou a cabeça que pertencia à mesma estátua.
Após limparem a imagem, os homens voltaram a lançar as redes. Surpreenderam-se ao verem as redes cheias, pois enfrentavam enfrentavam período de forte escassez de peixes. Esse foi considerado o primeiro milagre da Santa.
Padroeiro
Na tradição da Igreja Católica, padroeiro é o intercessor e modelo de fé para comunidades, cidades ou países. A palavra está relacionada à ideia de proteção e cuidado.
Ao recorrerem a padroeiro, os fiéis procuram seguir seu testemunho de fé e pedem sua intercessão diante de Deus.
Lugar especial de Maria

Para os católicos, Maria ocupa lugar singular entre os santos por ser a Mãe de Jesus. Desde a Anunciação, ela acolheu o plano de Deus e gerou, alimentou, educou e protegeu Jesus.
A Igreja Católica recorre à sua intercessão e cita o exemplo das Bodas de Caná, quando Maria disse aos servos “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5), A Igreja Católica considera que Maria direciona os servidores para Jesus e convida à confiança em sua Palavra.
Padroeira do Brasil
A devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida começou com a imagem encontrada pelos pescadores no Rio Paraíba do Sul e se espalhou pelo país.
A devoção ganhou reconhecimento oficial da Igreja Católica em 1930, quando o Papa Pio XI reconheceu Nossa Senhora da Conceição Aparecida como Padroeira do Brasil.
Os evangélicos
Os evangélicos não veneram Maria e nem santos, pois baseiam a fé no princípio de que a salvação e a mediação entre Deus e os humanos ocorrem exclusivamente por meio de Jesus Cristo.
Na visão evangélica, Maria e os apóstolos são respeitados como exemplos históricos de fé, mas não devem receber orações, veneração ou culto, práticas reservadas apenas a Deus.
Campanha eleitoral de 2026
Em 2022, a ex-presidente Dilma Rousseff declarou que “nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição”. E fizeram.
No dia 24 de setembro, o humorista Antonio Tabet publicou na rede social X que “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.
Atendendo a pedido do PL, o ministro André Mendonça, do STF, ordenou a retirada da postagem, sob a justificativa de que a publicação teria disseminado notícia falsa a respeito do candidato Flávio Bolsonaro.
Apesar de não ter sido citado na postagem, o candidato alegou que o texto foi inserido no contexto de mensagens falsas que atribuem a ele a apresentação de projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, fato que ele nega.
No dia 27, o ministro Flávio Dino atendeu ao recurso do humorista e derrubou a decisão do ministro André Mendonça. Em novo recurso, o candidato recorreu ao ministro Luiz Fux, que derrubou a decisão de Dino.
Além das discordâncias dos ministros do STF, que bem demonstram a politização do órgão, o uso do nome de Nossa Senhora Aparecida na campanha política e até a divulgação de mentiras a seu respeito demonstram a falta de respeito ao símbolo católico e à pessoa de Maria.
Respeito
Houve casos isolados de desrespeito a imagens de santos e a rituais religiosos, sem comprometer o respeito e a convivência pacífica entre os diferentes credos.
Até que a “ameaça de fazer o diabo pra ganhar as eleições” se realizou.
Há que se voltar ao respeito à fé alheia.
Como ensinou Cristo, “a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Que não se misturem religião e política.
