Por Cláudio Duarte
O Sudário é conhecido como o “Quinto Evangelho” porque todo sofrimento que foi imposto a Cristo aparece exposto na imagem do Homem do Sudário.
Aparecem as perfurações na cabeça por conta da coroa de espinhos, que era em forma de capacete e não de tiara. Rodante Sebastiano, autor do livro “La Scienza Convalida la Sindone”, deduz que pelo menos 50 espinhos torturaram a cabeça do Homem do Sudário.

A coroação de espinhos não estava prevista em nenhum código penal e não se tem notícia de que tivesse sido aplicada a outras pessoas; a pena foi aplicada a apenas um homem – Jesus Cristo – na história conhecida.
O Homem do Sudário foi açoitado, com método e precisão, por gente que dominava a técnica de açoite, estando a vítima imobilizada por cordas. O réu estava nu.
Dr. Baina Bollone, médico legista, conseguiu contar mais de 600 contusões e ferimentos no Homem do Sudário. Do açoite, foram uns 120 golpes.

O rosto do Homem do Sudário apresenta o osso nasal separado da cartilagem, por conta da bofetada que Jesus levou na casa do sumo sacerdote Anás (João, 18, 22).
O Homem do Sudário foi crucificado com cravos nos pulsos e nos pés. Há acúmulo de sangue nos pulsos. Ele foi pregado na cruz pelos pulsos e não pela palma das mãos. O médico legista francês Pierre Barbet fez experiência crucificando cadáveres pela palma das mãos, que se rasgaram, pois não sustentaram o peso do corpo.
O Homem do Sudário apresenta a ferida de lança no lado direito. O ferimento tem a forma de elipse e mede 4,5 cm de comprimento por 1,5cm de largura, exatamente as medidas da lança do soldado romano da época.
A imagem do Homem do Sudário é tridimensional. Um grupo de cientistas da Universidade de Los Alamos analisou o Sudário com o antigo computador VP8, que analisou as fotografias recebidas de Marte, e constatou que as imagens do Homem do Sudário são tridimensionais.

Descobriram outro detalhe significativo: Se o corpo do Homem do Sudário estivesse apoiado sobre a pedra do sepulcro, os músculos dorsais, deltóides, as nádegas e parte das coxas apareceriam planos ou achatados, em razão do peso do corpo sobre eles. Esses músculos do Homem do Sudário estão abaulados. Os cientistas concluíram que é muito provável que, no momento em que se produziu a imagem no pano, o corpo estava leve, em levitação e por isso os músculos dorsais não ficaram aplanados.
A impressão da imagem é igual na frente e nas costas; se o corpo estivesse apoiado pelas costas, a imagem dorsal ficaria diferente ou deformada.

O Sudário é a fotografia de Cristo no momento de retornar à vida. A ciência não o entende, nem o explica, porque estuda fatos naturais, e a ressurreição é fato sobrenatural e se prende ao campo da fé.
É inexplicável que um homem tão maltratado fisicamente, como aparece na imagem do Homem do Sudário, não apresente no rosto sinais de ódio e de revolta. Apenas um super-homem, apenas Cristo poderia apresentar, morto, um rosto com paz e serenidade, como se estivesse a olhar para nós.
Mais do que imagem, o Homem do Sudário é presença.
Tem os olhos fechados; contudo, mais parece uma pessoa adormecida que vai despertar de um momento para o outro.

Cientistas de outras religiões já declararam textualmente que é impossível explicar o inexplicável.
O Sudário não é a prova material da ressurreição de Cristo, mas um “misterioso indício”, um testemunho mudo do fato sobrenatural da ressurreição.
O Evangelho de São Marcos, Capítulo 8, Versículos 11 e 12, diz que:
“Vieram os fariseus e puseram-se a discutir com Jesus; para o por à prova, pedem-lhe um sinal que venha do céu. Soltando um profundo suspiro, Jesus disse: ‘Por que essa geração pede um sinal? Na verdade, eu vos digo, não será dado sinal a esta geração’”.
Ora, Jesus não disse que não daria sinal: Ele disse que não daria sinal para aquela geração. Ele deu um sinal para a geração futura, a nossa, que tem o progresso para visualizar – mas não entender – o sinal que Ele deixou.
Ele deixou o sinal para a geração descrente, materialista, que coloca a ciência sobre todos os aspectos e, ainda assim, não consegue entender o sinal que Ele nos deixou.
O Sudário continua objeto de estudos porque, apesar de ser a peça mais estudada do mundo, os cientistas não conseguem entendê-lo e nem explicá-lo.
No momento da ressurreição, o corpo de Jesus desintegrou-se, por meio de explosão controlada de luz e de calor, que deixou impregnada a sua imagem no linho.
Na Bíblia, na Vida e no Universo não se vê Deus; veem-se os sinais d’Ele. No Sudário, não se vê Cristo; veem-se os sinais de sua presença entre nós, sua paixão e, principalmente, os sinais de sua ressurreição.
Dr Willard Libby, (1908 – 1980), químico norte-americano, prêmio Nobel de Química de 1960, fala de uma espécie de calor extranatural, um fenômeno inteiramente fora do âmbito da ciência que marcou o linho.
“O Sudário tem explicação se envolveu um corpo humano ao qual algo extraordinário tenha acontecido“, disse Geoffrey Ashe, (1923 – 2022) jornalista, historiador britânico e sindonólogo (estudioso do Sudário).
Para quem acredita e tem fé, o “algo extraordinário” foi a ressurreição de Cristo.
Quem não tem fé, ou prefere esperar pelas comprovações da ciência, deverá continuar buscando explicações para o Sudário.
Que o conhecimento do Sudário sirva para aumentar a fé em Cristo e para conduzir a vida dentro dos parâmetros que Ele ensinou.
Cláudio Duarte é colunista e colaborador do Portal iMulher, estudioso do Sudário de Turim e participou do I Congresso Internacional sobre o Sudário de Turim, realizado no Rio de Janeiro, em 2001.
- Confira no primeiro artigo da série, publicado na Sexta-feira Santa, o desafio de Secondo Pia, primeira pessoa autorizada a fotografar o Sudário, que seria exposto ao público.
- O artigo de sábado abordou as teorias sobre como a imagem do homem se fixou no linho.
6 Comentários
Parabéns! Linda a matéria! Com certeza É mesmo extraordinário. Abs
Meus aplausos para Cláudio Duarte!
Está série sobre o Sudário de Turim além de muitíssimo bem escrita nos trouxe informações valiosas!
Pena que toda essa matéria sobre o Homem do sudário (Cristo), não vai mudar o Homem (nós) de hoje, que continuará sua matança por ganância e poder , devido sua ignorância!
Aprendemos nada com o sofrimento de Cristo, seria culpa de nossos antepassados??
Como sempre , melhor jogar a culpa nos outros, principalmente porque não podem se defender!!
E assim caminha a humanidade!
Que Deus nos abençoe sempre!!
Fechou com chave de ouro. Parabéns!
Parabéns pelo belíssimo trabalho, Claudio. Textos ricos em detalhes, bem ilustrados e de fácil assimilação. Melhor leitura da semana de Páscoa.
Não deixei meu comentário antes para ler novamente todo o artigo. Simpleste brilhante.
Claudio Duarte, parabéns!
Compartilho inteiramente de suas impressões. Tudo ocorreu de forma extraordinária como toda Ibra Divina.
Aos incrédulos que refutam, eu só peço que criem do nada uma pequena semente de mostarda.