Estatais brasileiras
Em 2027, as estatais brasileiras, incapazes de cobrir despesas com pessoal, custeio e capital, custarão R$ 36 bilhões ao Tesouro. Melhor dizendo, custarão R$ 36 bilhões a todos nós, contribuintes.
Há poucas estatais relevantes, como a Embrapa. Mas há estatais superadas e desnecessárias, pois empresas privadas prestam os mesmos serviços e com vantagens.

Os Correios estão deficitários há mais de 3 anos e ainda almejam novos empréstimos, que representam mais lenha na fogueira. A empresa não tem salvação e sobrevive graças à teimosia ideológica do governo.
Exemplo de desperdício se encontra na estatal que guarda os projetos do prometido, e nunca concretizado, trem-bala, que ligaria São Paulo ao Rio de Janeiro.
Outro exemplo de desperdício de dinheiro público é o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), criado para fabricar chips no Brasil, que coleciona prejuízos gigantescos e custará mais de R$ 90 milhões em 2027. O Ceitec já consumiu mais de R$ 1 bilhão e é mantido pelo governo.
Em vez de controlar o dinheiro que se esvai pelo ralo da incompetência e da desnecessidade, o governo sempre prefere aumentar impostos.
Reunião cancelada
Foi adiada a reunião que o presidente da República pretendia realizar com os presidentes dos times de futebol do país no dia 29 de setembro, para debater o fim das bets.
Motivo do adiamento segundo a presidência da República: falta de voos que levassem os presidentes dos times a Brasília.
Motivo real: os presidentes dos times não quiseram participar do encontro e tornarem-se meros objetos de propaganda do governo com fotos ao lado do presidente da República, que nada de concreto tinha a oferecer aos clubes depois do veto às bets no país. Ainda mais depois que, em discurso, Lula da Silva declarou “danem-se os times de futebol”.
Tal encontro deveria ter sido realizado antes da medida provisória, para debater as consequências do fim das bets e não depois dela.
A decisão, embora aprovada por muita gente, causará desacertos, será motivo de ações judiciais, demonstra globalmente que o Brasil não oferece segurança jurídica depois de proibir o funcionamento de empresas que havia autorizado três anos antes e empurra apostadores para fazerem apostas em sites clandestinos.
Bets ilegais
Levantamento da plataforma Bet Legal mostra que 543 casas de apostas foram lançadas ilegalmente depois da proibição das bets pelo governo federal no dia 25 de setembro.
Apenas uma hora após o anúncio da medida do veto às bets pelo governo, 41 novas casas de apostas foram registradas.
Medida provisória (MP)
O governo proibiu as bets por meio de medida provisória, (MP), ato normativo com força de lei, editado unipessoalmente pelo Presidente da República, que passa a valer imediatamente após a sua publicação.
A Constituição determina que a medida provisória só pode ser editada em situações que atendam a dois pressupostos fundamentais: 1) relevância – o tema deve ser de grande importância para o país; e 2) urgência, a situação não pode esperar aprovação de lei pelo Congresso Nacional.
A MP produz efeitos jurídicos imediatos, assim que é publicada, válidos por 60 dias, prorrogáveis por mais 60 dias. Ela precisa ser votada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal para se converter definitivamente em lei ordinária.
Disputa judicial
A proibição das bets gerou intensa batalha judicial, em razão das incertezas jurídicas que ela criou.
As bets argumentam que o tema não enseja urgência nem relevância e que deveria entrar em vigor depois da aprovação do Congresso e que a MP gerará efeitos irreversíveis quando entrar em vigor. Pedem, pelo menos, prazo maior para a entrada em vigor da MP.
Outro argumento é que a atuação delas estava regulamentada em leis e que receberam autorização para funcionar por cinco anos. .
As bets questionarão perante o STF a existência de contratos firmados antes da MP e há produtos físicos com marketing das bets que não poderão ser negociados e causarão prejuízos.
Argumentação do governo
O governo prepara a defesa argumentando que a liberação das bets sobrecarregou o sistema de saúde, gerou endividamento das famílias e impactos negativos sobre o consumo e a a atividade econômica.
O governo também pleiteia ressarcimento das bets pelas despesas do Sistema Único de Saúde com danos causados pelas bets no valor de R$ 1 bilhão por danos morais coletivos e restituição em dobro dos valores apostados.
As bets pelo mundo
As bets viveram três fases distintas.
Até o ano 2000, imperava a proibição de apostas de cotas fixas (bets) em praticamente todos os lugares, exceto Reino Unido e Suécia.
Entre 2015 e 2025, a maioria dos países resolveu liberalizar as apostas esportivas.
Após o período de liberalização, os países perceberam os problemas causados pelas bets e tentam novamente regulamentar o mercado de apostas.
As bets no Brasil

O Brasil teve uma das piores regulamentações, que abriram as possibilidades de lavagem de dinheiro, manipulação de resultados.
Licenças foram concedidas a muitas operadoras, muitas delas ligadas ao crime organizado.
Os piores problemas foram a ludopatia (dependência do jogo) e o endividamento das famílias.
Regulamentação de bets
Os caminhos apontados para minimizar problemas causados pelas apostas incluem limitar os esportes e as competições e os tipos de apostas; limitar os depósitos dos apostadores; controlar os meios de pagamentos; aumentar os impostos que incidem sobre as apostas; impor restrições à publicidade e exercer fiscalização severa sobre as bets e seus dirigentes.
Endividamento das famílias
Citado como motivo pra proibir as bets, o endividamento das famílias é menos grave que o endividamento do governo, que gasta mais do que arrecada.
O endividamento do governo eleva os juros, que dificulta financiamentos, e acelera a inflação, pois o governo precisa emitir dinheiro para cobrir os déficits.
Mecanofilia
Provavelmente você nunca ouviu a palavra “mecanofilia”, que significa padrão de comportamento atípico em que uma pessoa sente atração sexual ou romântica por máquinas, carros, aviões ou outros aparelhos mecânicos.
A palavra tem origem grega: “mecano” vem do grego mékhané, que significa “máquina”, “engenho” ou “dispositivo”, e “filia” vem de philia, que é “amor”, “afeto” ou “atração forte”. Tradução literal, “amor pelas máquinas”.
No contexto psicológico e médico, o sufixo -filia é utilizado para classificar padrões de interesse sexual atípicos
Quem vivencia essa condição enxerga os objetos e máquinas como parceiros sexuais ou objetos de desejo.
Yeline Lizbeth Patiño

A colombiana Yeline Lizbeth Patiño, enfermeira e cantora de 35 anos que vive em Bogotá, ganhou as manchetes mundiais por se apaixonar por um ônibus. Ela chamou a atenção ao realizar um casamento simbólico com a linha 60 (ou F60) do TransMilenio, o sistema de ônibus articulados da capital colombiana.
Segundo ela, seu sentimento não se direciona a um veículo físico específico, mas sim à “identidade” e à entidade da linha 60 quando os ônibus estão operando a rota específica.
Patiño realizou o casamento simbólico ocorreu com direito a vestido de noiva branco, buquê, bolo, anel de pérolas e até certidão assinada diante de amigos e familiares.
Ela deixou de lado a carreira na enfermagem para trabalhar na equipe de limpeza e faxina da empresa de transportes para poder passar o dia nos terminais e garagens, perto dos veículos que operam a rota.
Ela tatuou o desenho da frente de um ônibus articulado junto com a inscrição “F60” em seu corpo.
Terrorismo no voo da Flydubai

O voo da Flydubai, que fazia a rota Dubai (Arábia Saudita) – Tel Aviv (Israel) com 170 passageiros, sofreu atentado terrorista. O copiloto, de Omã, país do oriente Médio que não tem relações diplomáticas com Israel, esfaqueou o piloto durante o voo para derrubar o avião.
Apesar de gravemente ferido, o piloto conseguiu abrir a porta da cabine e pedir ajuda. As portas da cabine são de aço reforçado e somente são abertas por dentro.
Durante a agressão ao piloto, o avião ficou sem controle e despencou mais de 4.000 metros em 30 segundos, de acordo com o site de monitoramento aéreo Flightradar24.
Os passageiros intervieram, dominaram o copiloto e o retiraram da cabine. Um encanador israelense, que nunca havia pilotado um avião e raramente voava e que segurou o copiloto, puxou o manche do avião, impedindo sua queda.
Outra dupla de pilotos, que voava como passageiros, assumiu o controle da aeronave e a pousou em segurança em Tabuk, Arábia Saudita. Outra aeronave levou os passageiros a salvo para Israel.
Até o fechamento desta edição, o piloto ainda estava internado em estado grave.
Juristocracia

O Brasil deixou de ser democracia, regime político em que a soberania é exercida pelo povo, e tornou-se juristocracia, regime político em que o poder de decisão não fica com o povo nem com os representantes eleitos, mas sim com a corte de juízes, isto é, com o Poder Judiciário.
O mais grave nesse regime implantado no Brasil é que ministros do STF e desembargadores de tribunais superiores impõem suas decisões com base na ideologia, na corrupção da qual participaram, na ideologia pessoal e na escolha política pessoal. O regime político em que as decisões não se baseiam na Constituição e nem nas leis é o autoritarismo.
A Constituição e as instituições democráticas, leia-se Congresso, são ignoradas para servir aos interesses de quem governa e pretende manter o poder a todo custo.
Decisões contraditórias
Tradicionalmente, a TV Globo realiza o debate dos candidatos no último dia de campanha.
A lei eleitoral é clara sobre quais candidatos devem convidar para participar de debates e quais candidatos não precisam ser convidados. Não cabe ao Judiciário inventar a lei ou alterar a lei que foi votada por deputados e senadores, os verdadeiros representantes populares. Ao Judiciário cabe fazer respeitar as leis.
Ignorando as leis, desembargadores e ministros do STF tomam decisões seletivas, politicamente orientadas para favorecer o candidato de sua preferência, o atual presidente da República.
Como não obedecem à lei, os ministros expedem decisões contraditórias, o que aumenta a insegurança jurídica e torna o país uma terra sem lei.
Interferência e favorecimento

O candidato e atual presidente Lula da Silva recusou-se a ir ao debate promovido pela TV Globo.
O contrato firmado pelos partidos políticos e a emissora estabelecia que o candidato, que não comparecesse ao debate, teria a cadeira vazia, com o nome dele, exposta durante o debate.
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, nomeada pelo atual governo e que historicamente vota em defesa do PT e de Lula da Silva, interferiu indevidamente no debate e proibiu a TV Globo de mostrar a cadeira vazia com o nome “Lula”.
Desobediência
A TV Globo disse não à interferência do TSE em sua programação e na organização do debate e se recusou a fazer o debate, alegando que não se submeteria à censura imposta pela ministra e não se submeteria a decisões arbitrárias que quebram as regras estabelecidas.
Oxalá o exemplo dado pela TV Globo seja o primeiro passo e sirva de exemplo para a revolta contra a juristocracia imposta no Brasil.
Frases da semana
Amor incondicional
Fala, meu amor!
David Alcolumbre, presidente do Senado, a Daniel Vorcaro, responsável pela maior fraude bancária do país, em mensagem pelo celular. A mensagem não explica o tipo de amor – se físico, carnal, platônico ou sentimental. O mais provável é ser amor interesseiro. De ambas as partes.
Consciências à venda
“O total de grana que Daniel Vorcaro surrupiou é capaz de superar a soma de todos os valores pilhados pelos 3.775 presos no Rio de Janeiro no período entre janeiro de 2025 e março de 2026, acusados nos artigos 155 e 157 do Código penal, que tratam de roubo ou furto. Ainda assim, mais hediondo que isso, acho, foi saber que vivemos num país onde muitos figurões da República estavam com suas consciências à venda. Triste.”
Ancelmo Gois, colunista do Jornal O Globo.
Previsibilidade
“Não existe previsibilidade, e esta é a pior coisa do mundo para fazer algum tipo de planejamento”.
Antonio Forjaz, diretor da Sportingbet na América Latina, ao jornal O Globo, sobre as incertezas jurídicas no país.,
