Parte da população já está vacinada contra o coronavírus, as medidas restritivas estão gradativamente sendo flexibilizadas, mas a pandemia continua e a sociedade amarga prejuízos incalculáveis, especialmente as mulheres. Pesquisas mostram que elas foram e ainda são as mais afetadas pela pandemia do coronavírus. O impacto é tamanho que gerou uma ‘coronophobia’, termo usado para designar o medo e a ansiedade de contrair o Covid-19, situação que remete a prejuízos psicológicos, financeiros e funcionais.
Mais de ano após o início do surto, as consequências socioeconômicas apontam para impactos duradouros nas questões de igualdade de gênero, ameaçando empurrar mais 47 milhões de mulheres para o limite da pobreza no mundo.
Além do desemprego generalizado, a participação da mulher no mercado de trabalho, no Brasil, caiu ao menor índice nos últimos 30 anos. Pudera, os segmentos mais castigados foram os de serviços, como hotelaria, alimentação, beleza e serviços domésticos – postos ocupados por mulheres.
E o prejuízo vai além. Os índices de violência doméstica e feminicídio aumentaram. Levantamento do Ministério Público de São Paulo registrou um pico de até 40% de ocorrências em 2020, se comparado ao ano anterior. Em Santa Catarina, a Secretaria de Segurança Pública do Estado registrou 57 catarinenses mortas em 2020, estatística que colocou a região entre os estados mais feminicidas do Brasil durante a pandemia. Na União Europeia (EU),
semanalmente, cerca de 50 mulheres perdem a vida devido à violência doméstica, uma realidade que se agravou durante o confinamento.
Quem está livre da violência ou do desemprego, contudo, pode ser atingida de outras duas formas: maior exposição ao vírus e sobrecarga com tarefas domésticas e cuidados com outros membros da família.
Relatório publicado pela Organização das Nações Unidas destacou que as mulheres representam 70% dos profissionais da área de saúde no mundo, situação que se agrava pelo fato de muitas serem chefes da família. Dados como estes provam a necessidade de geração de renda e de independência econômica, cenário que levou muitas mulheres ao
empreendedorismo.
Segundo a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) 2020, o número de empreendedores iniciais (negócios criados a menos de 3,5 anos) motivados por necessidade saltou de 37,5% (2019) para 50,4% (2020), o mesmo nível de 18 anos atrás. Entre os empreendedores nascentes (negócios com até três meses de atividade), a proporção de
empreendedores por necessidade saltou de 20,3% (2019) para 53,4% (2020), o mesmo nível de 19 anos atrás.
Enquanto as médias e grandes empresas encerraram 2020 com resultado negativo de 193,6 mil empregos, as micro e pequenas empresas (MPE) foram, no mesmo período, as únicas a conseguirem reverter a perda de postos de trabalho provocada pela pandemia, com a geração de 293,2 mil novos empregos, segundo estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), feito a partir de dados consolidados pelo Ministério da Economia. No cálculo geral, as pequenas empresas foram as grandes responsáveis pelo saldo final de 142,7 mil empregos gerados no país durante o ano, evitando que o drama do desemprego atingisse um número ainda maior de trabalhadores brasileiros.
O número de Microempreendedores Individuais (MEI) também cresceu no país ao longo de 2020. Do total de 3.359.750 empresas abertas no período, 2.663.309 eram MEIs, representando um crescimento de 8,4% em relação ao ano de 2019. Os dados são do Mapa de Empresas, do Ministério da Economia. De acordo com os números, no fim do terceiro quadrimestre de 2020, existiam, no Brasil, 11.262.383 MEIs ativos. Em março de 2021 eles já respondiam por 56,7% do total de negócios em funcionamento no país.
Diante desse cenário, Jason Schenker, fundador do ‘The Futurist Institute’ (fórum criado para ajudar analistas, consultores e novos líderes a incorporar tecnologias emergentes em seus planos estratégicos de longo prazo), indica 10 oportunidades para os empreendedores. A super dica foi dada durante o SXSW 2021, um dos maiores eventos de tecnologia, inovação e economia criativa do mundo, realizado virtualmente em março. Confira e reflita:
1. E-commerce
2. Telemedicina
3. Trabalho Remoto
4. Conteúdo
5. Educação remota
6. Serviços e hospitalidade
7. Eficiência do mercado de trabalho
8. Defesa
9. Sustentabilidade e energia renovável
10. New horizon category (computação quântica)