Na ausência de comprovação científica, a existência ‘ou não’ de vida fora da Terra gera boas discussões e rende ótimos roteiros para filmes, documentários e até games. Imagine que o Universo conhecido tem 70 sextilhões de estrelas (equivalente ao número 7 seguido de 22 zeros). Esse número é maior que os grãos de areia das praias e dos desertos da Terra. Estima-se que, somente na Via Láctea, galáxia onde está inserido o nosso Sistema Solar, há 400 bilhões de estrelas. Até 2 de julho de 2020, a ciência confirmou a existência de 4.281 exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar) e ainda havia 4.920 candidatos à espera de confirmação. Sendo assim, é ilógico supor que a vida exista apenas neste minúsculo grão de areia, em torno de nosso Sol.
Mas, sem fazer juízo de valor, apresentamos algumas reflexões a favor e outras contrários para ajudar você a tomar uma decisão. Caso julgue faltarem subsídios, sem problemas! Vale o debate em cima das hipóteses e seguimos, aguardando novas informações ou uma prova concreta. Afinal, como disse o astrônomo Carl Seagan, ‘eventos extraordinários necessitam comprovações extraordinárias’.
Argumentos contrários
1. Ainda não obtivemos respostas para as mensagens enviadas para o espaço;
2. Nossos radiotelescópios não detectaram ondas eletromagnéticas que possam ter sido transmitidas por outras civilizações;
3. Nossa tecnologia, ainda incipiente, não está suficientemente desenvolvida para encontrar vida fora da Terra;
4. As enormes distâncias interplanetárias dificultam ou mesmo impedem o conhecimento do Universo;
5. Estamos tão presos às formas de vida terrenas que não conseguimos imaginar formas de vida diferentes. Talvez nem saibamos reconhecer outras formas de vida.
Argumentos favoráveis
1. Teoricamente, as leis da Física e da Química são as mesmas para todo o Universo. Do mesmo modo como a vida se desenvolveu aqui, também pode ter-se desenvolvido em outro lugar;
2. Se observássemos a Terra a partir de outro planeta com a mesma tecnologia que temos hoje, veríamos apenas um pálido ponto de luz e não seria possível verificar a vida pujante aqui existente. Da mesma forma, os astrônomos podem apontar seus telescópios para outros corpos celestes sem terem detectado a presença de vida lá;
3. A vida, como a conhecemos, precisa de ingredientes básicos – carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre – e todos eles são abundantes no Universo. Desses seis elementos, a combinação de hidrogênio e oxigênio para formar água é a mistura mais importante. Também a água é abundante no Universo, mas, para que contenha vida, é necessário encontrá-la na forma líquida;
4. Existe vida na Terra em condições extremas. Bactérias, conhecidas como extremófilas, foram encontradas em crateras de vulcões, debaixo das calotas polares, em chaminés de água fervente e no fundo do oceano, em que não há luz e nem oxigênio. Deduz-se, pois, que a vida pode originar-se em ambientes hostis para o ser humano e neles se desenvolver. Ora, se há vida microscópica e bacteriana em condições hostis, formas evoluídas também poderão desenvolver-se;
5. Fatos inexplicáveis, que acontecem aqui na Terra (por exemplo, os agroglifos), somente encontram explicações como se originadas de civilizações alienígenas.