Levantamento da Receita Federal apurou que as compras de brasileiros no exterior, via e-commerce, cresceram 150% nos últimos 5 anos.
Em 2022, sites estrangeiros, como Shein, AliExpress, Wish, Shopee e Amazon, trouxeram para o Brasil mais de 176 milhões de volumes. Veja o quadro.
ANO | TOTAL DE DECLARAÇÕES | TOTAL DE VOLUMES | VALOR DAS COMPRAS (EM MILHÕES DE DÓLARES) |
2018 | 811.758 | 70.490.910 | 90,2 |
2019 | 994.242 | 78.398.152 | 94,9 |
2020 | 1.339.979 | 51.114388 | 95,3 |
2021 | 2,588.823 | 126.420.384 | 184,7 |
2022 | 3.410.824 | 176.276.519 | 245,0 |
Fonte: Balanço Aduaneiro da Receita Federal.
A empresa AliExpress tinha 5 voos semanais China-Brasil em 2021. Em 2022, passou para 8.
Em razão do aumento do comércio, as empresas estrangeiras têm montado estrutura logística própria no Brasil, por meio de aquisição de galpões para funcionar como centros de distribuição, e/ou utilizado o serviço de empresas de transporte de cargas.
A chinesa Shein fez parceria com as fábricas da Coteminas (a empresa tem 22 fábricas) para produzir tecidos no Brasil e associou-se à plataforma de entregas Pegaki para escoar a produção local. A Shein tem a expectativa de chegar à marca de 2 mil unidades no Brasil nos próximos anos; atualmente, tem 164 unidades em operação no País.
O Brasil hoje tem 41 empresas que operam serviços de courrier – que faz coletas de produtos no exterior e faz a entrega em território nacional.
O e-commerce se intensificou durante a pandemia. A mudança de comportamento do consumidor brasileiro tem favorecido a expansão das gigantes do e-commerce internacional.
Provavelmente, o número de compras no exterior feitas pelo e-commerce em 2023 deve apesentar queda por dois motivos.
Algumas das empresas, como a Shein, passaram a produzir itens no Brasil, nacionalizando a produção. O segundo motivo decorre da mudança das regras de tributação da importação, que estabeleceram o imposto de 60% sobre o preço do produto para compras de valor superior a 60 dólares.