DENGUE, CHIKUNGUNYA E ZIKA
O Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde, apresenta o número de casos de dengue, chikungunya e zika em 2024 (atualizado até o dia 1 de agosto):
DENGUE
CASOS PROVÁVEIS | ATÉ A SEMANA ANTERIOR | ATÉ A SEMANA ATUAL | AUMENTO DOS CASOS NA SEMANA |
DENGUE | 6.401.940 | 6.433.825 | 31.885 |
ÓBITOS DECORRENTES DA DENGUE | 4.824 | 4.924 | 100 |
ÓBITOS EM INVESTIGAÇÃO | 2.250 | 2.192 | —– |
CHIKUNGUNYA
CASOS PROVÁVEIS | ATÉ A SEMANA ANTERIOR | ATÉ A SEMANA ATUAL | AUMENTO DOS CASOS NA SEMANA |
CHIKUNGUNYA | 245.638 | 247.212 | 1.574 |
ÓBITOS DECORRENTES DA CHIKUNGUNYA | 149 | 152 | 3 |
ÓBITOS EM INVESTIGAÇÃO | 135 | 140 | 4 |
Fonte: Painel de Monitoramento das Arboviroses (Ministério da Saúde). Atualizado em 1 de agosto de 2024.
O número de casos de zika – 8.466 – permaneceu inalterado.
JOGOS OLÍMPICOS
As disputas dos jogos Olímpicos paris 2024 tiveram continuidade. No entanto, a cerimônia de abertura dos jogos continuou sendo objeto de intensos comentários nas redes sociais em razão da reprodução do quadro “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci, com Cristo e os Apóstolos representados por drag queens e travestis.
A caracterização, de extremo mau gosto e desnecessária no contexto da solenidade, ofendeu cristãos, que condenaram a abertura dos jogos. Até mesmo a emocionante apresentação da cantora Celine Dion foi esquecida em detrimento das críticas à bizarra caracterização.
REBECA ANDRADE
A ginasta Rebeca Andrade tornou-se a atleta olímpica com o maior número de medalhas. Ao conquistar a medalha de prata individual na competição de ginástica artística, Rebeca obteve a quarta medalha em 3 edições dos Jogos Olímpicos. Como ainda disputará três finais nos Jogos Olímpicos Paris 2024 (ginástica de solo, trave e salto), Rebeca poderá alcançar 7 medalhas. Segundo analistas da ginástica artística, ela tem boas chances no solo e no salto.
MEDALHA DE OURO
Beatriz Rodrigues Souza conquistou a primeira medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Paris 2024 no judô, categoria acima de 78 quilos.

NOTICIÁRIO DA SEMANA
O noticiário da semana foi dominado pelas notícias dos Jogos Olímpicos, das eleições na Venezuela e do extermínio de Ismail Hanyah, líder do Hamas.
ISMAIL HANIYEH
O Hamas trava guerra com Israel desde outubro de 2023, quando seus combatentes terroristas invadiram o território israelense, assassinaram perto de 1.200 pessoas, a maioria civis, e sequestraram 251 pessoas. Em represália, Israel invadiu a faixa de Gaza, tendo por objetivo destruir o Hamas.
As Forças Armadas de Israel passaram a perseguir os líderes do Hamas. A residência de Hanyah em Teerã foi bombardeada. Ele tinha ido à capital do Irã para assistir à posse do novo presidente iraniano.
Israel não se pronunciou a respeito e não comentou sobre as notícias da morte de Hanyah.
CONSEQUÊNCIAS DA MORTE DE HANIYEH
Há receio de a morte de Hanyah traga mais instabilidade na região, diminua as possibilidades de paz no conflito entre Israel e o Hamas e amplie a guerra em Gaza dando-lhe dimensão regional.
Ismail Hanyah havia assumido a liderança política do Hamas em 2017.
VICE-PRESIDENTE DO BRASIL NO IRÃ

O vice-presidente da República Geraldo Alckmin representou o Brasil na posse do novo presidente iraniano. Na foto, Geraldo Alckmin aparece em local de destaque, ao lado de Muhammad Abdulsalam, porta-voz dos houthis; Ziyad Al-Nakhalah, líder da Jihad Islâmica; General Naim Assem, vice-líder do Hezbollah; e Ismael Haniyeh, líder do Hamas, eliminado horas depois.
Convém lembrar que os houtis são o movimento armado financiado pelo Irã que ataca navios no Mar Vermelho e tem lançado míseis contra Israel a fim de mostar seu apoio ao Hamas.
A Jihad Islâmica, grupo militante palestino considerado grupo terrorista pelos governos dos Estados Unidos, da União Europeia, do Japão, da Austrália e de Israel, prega a destruição do Estado de Israel.
O braço armado do grupo xiita Hezbollah, financiado pelo Irã, enfrentou Israel em 2006 e tem lançado mísseis e drones contra Israel desde o início da guerra de Israel contra o Hamas em apoio ao grupo terrorista Hamas.
O Hamas, organização política e militar liderada até então por Ismael Haniyeh, governa a Faixa de Gaza e tem por objetivo a destruição do estado de Israel.
CENTRO CARTER
O Centro Carter, organização sem fins lucrativos fundada em 1982 pelo ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e sua esposa Rosalynn Carter, tem a sede em Atlanta, Estados Unidos.
Entre outras atividades, o Centro Carter atua como observador em processos eleitorais. Foi a única instituição independente que atuou como observadora das eleições venezuelanas.
ELEIÇÕES NA VENEZUELA
O Centro Carter concluiu que “a eleição venezuelana não atendeu aos padrões internacionais de integridade eleitoral em nenhum de seus estágios e violou numerosas determinações de sua própria legislação eleitoral”. O Centro considera que a eleição “não pode ser considerada democrática”.
De fato. O governo de Nicolás Maduro proibiu a participação de líderes oposicionistas no pleito, proibiu o voto de exilados venezuelanos que vivem em outros países (fatalmente votariam no candidato oposicionista), além de perseguição a Maria Corina Machado, principal líder oposicionista do país. Essas medidas seriam suficientes para descaracterizar as eleições venezuelanas como democráticas.
As pesquisas davam ampla vantagem a Edmundo González.
Ao lado do presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que corresponde ao Tribunal Superior Eleitoral brasileiro, Maduro se autoproclamou eleito, com 51,2% dos votos.
Foi o bastante para que venezuelanos saíssem às ruas em protesto, violentamente reprimido pelo governo. As mortes chegaram a quase vinte pessoas e as prisões arbitrárias contavam-se às dezenas.
ELEIÇÕES NA VENEZUELA II
FRASES DA SEMANA
FALTA DE APOIO
“Agradeço a meus pais a medalha de prata na marcha atlética que conquistei para o Brasil em Paris 2024. Foi patrocínio deles mesmo: dinheiro, investimento, choro.., Eles que me trouxeram aqui. Não foi meu país nem meus patrocinadores. Não devo nada pra ninguém. Na minha casa devo”.
Caio Bonfim, medalha de prata na marcha atlética nos Jogos Olímpicos Paris 2024, confirmando que a falta de apoio a atletas brasileiros que persiste apesar da criação de Ministério do Esporte.
MEDO
“Nos tiraram tanto que nos tiraram o medo”.
Cartaz de manifestante venezuelano, que protestava contra a eleição de Maduro.
ATLETAS TRANS EM DISPUTA COM MULHERES
“Imagine treinar a vida inteira, ficar boa o suficiente para ganhar vaga na equipe olímpica, esperar ganhar medalha olímpica… então lhe dizem que você tem que lutar contra um homem. Essa é a realidade trágica para as mulheres“.
Riley Gaines, nadadora norte-americana, sobre a luta de boxe entre Ângela Carina e o atleta trans Imane Khelif.