Ensinamentos de A Arte da Guerra, presentes na guerra de Israel contra o Irã, servem para a atuação no mercado.
“Os bons guerreiros de antigamente primeiro se colocaram fora da possiblidade de derrota e depois esperaram a oportunidade de atacar”. (A Arte da Guerra, Capítulo IV, Táticas).
“A garantia de não sermos derrotados está em nossas próprias mãos”. (Idem)
Israel
Desde que se estabeleceu em seu território e criou seu país, o povo de Israel luta por sua sobrevivência e o defende vigorosamente. Os judeus acreditam que o nazismo somente os perseguiu e os matou porque não tinham território, onde pudessem-se estabelecer e se defender, e não tinham exército para defendê-los.
De posse do território e tendo constituído seu exército, reúnem todos os meios e todas as forças para se defenderem. Eles sabem que a derrota de Israel representa o fim de seu país.
Israel, então, providenciou todos os meios de defesa disponíveis para defender-se em seu território e para defender seu próprio povo. Fortaleceu seu exército; criou a maior força aérea do Oriente Médio e aquela que é considerada a melhor força de espionagem do mundo (Mossad); montou o “domo de ferro”, sistema de defesa antiaéreo capaz de interceptar mísseis e drones lançados pelos inimigos. Criou órgão específico de defesa interna para coordenar as ações de defesa no país.

Como medidas adicionais para proteger a população fora do âmbito militar, o Estado judaico criou leis obrigando as construções (prédios, escolas e residências) a terem bunkers, onde as pessoas possam se refugiar para se protegerem de ataques aéreos. Estabeleceu sistema de comunicações por rádio, por sirenes e por celular a fim de alertar a população sobre a aproximação de mísseis a fim de que todos se dirijam aos bunkers.
O povo israelense está acostumado a conflitos, pois vive em constante atrito com os vizinhos desde que o país foi criado. A população tornou-se disciplinada, segue as orientações das autoridades e confia em suas forças militares e em seu sistema de defesa.
Mas a defensiva não conduz à vitória. Depois de defender-se, somente a ofensiva conduz à vitória.
O Irã
O Irã dedicou-se prioritariamente a atacar Israel. Financiou o Hamas na Faixa de Gaza, o Hezbollah na Síria e no Líbano, grupos paramilitares no Iraque e os hutsies no Iêmen. O Irã fazia a guerra contra Israel por intermédio desses grupos; como se diz, “guerra por procuração”.
A intenção de financiar e treinar esses grupos era promover o cerco completo a Israel; à exceção do Iêmen, os demais países fazem fronteira com Israel.

Ao mesmo tempo e em consonância com o objetivo de destruir o estado judeu, o Irã investiu no desenvolvimento da bomba atômica. Construiu usinas nucleares e fortificações subterrâneas, nas quais secretamente processavam o urânio, produto usado nas bombas atômicas, e armazenavam mísseis.
O Irã não cuidou da defesa de seu território e nem de meios de defesa; tinha poucas instalações antiaéreas e muitos mísseis e drones de ataque.
A guerra
Depois que Israel eliminou, ou diminuiu substancialmente, as ameaças oferecidas pelo Hamas e pelo Hezbollah, Israel atacou as instalações militares e nucleares do Irã e praticamente não encontrou resistência. Logo estabeleceu a superioridade aérea, o que significa que seus aviões voam livremente pelo território iraniano. Apesar de frequentes bombardeios, não há notícias de aviões israelenses derrubados pelos iranianos.
As aeronaves dos Estados Unidos, que bombardearam as usinas nucleares de Israel, entraram no Irã e de lá saíram sem serem percebidas.
A jornalista brasileira
Em programa noticioso, uma jornalista questionou “por que mísseis de Israel destroem Gaza, matam milhares e milhares de pessoas e os mísseis que saem do Irã e efetivamente caem em Israel não matam ninguém? Tem uma mortezinha aqui e outra mortezinha ali, 23 feridos daqui, 40 dali. Eu não consigo entender por que nessa guerra o Irã atinge o alvo e não mata ninguém”.
A fala, considerada claramente antissemita, recebeu fortes reprovações nas redes sociais.
Este texto responde à questão formulada por ela.
O ensinamento
A Arte da Guerra e o exemplo da guerra de Israel contra o Irã servem de ensinamento para empreendedores e gestores.
Antes de expandir seu negócio, antes de abrir filiais e antes de assumir novos tratos mercantis, certifique-se de que está solidamente estruturado e fora da possiblidade de derrota em sua própria sede. Como se diz popularmente, “não dê o passo maior que a perna“.
Somente assuma práticas ofensivas depois de estar estabelecido solidamente em sua posição.
A garantia de não ser derrotado está em suas próprias mãos.

10 Comentários
Parabéns pelo brilhante texto. Muito completo, atual e fácil de entender. Israel parece mesmo uma magia para a guerra. Muito bem preparado e povo guerreiro
Sempre que posso leio, são excelentes textos e muito bem detalhados e diversificados.
Parabéns pelo trabalho
Sempre que posso acompanho.
São textos com temas diversificados e bem detalhados, facilitando a compreensão dos mesmos.
Parabéns pelo trabalho
Escrevo para elogiar a matéria publicada, sobre Práticas Defensivas e Ofensivas! Retrata muito bem a visão empreendedora de estar sempre preparado, afinal nossa vida profissionais estamos em constantes guerras internas e até mesmo externas. Vivemos um mundo hoje muito dinamico onde que a informação se propaga com muita rapidez!
Fico ainda impressionado com a aeronaves dos Estados Unidos (tecnologia) que entram em territorios sem ser identificados.
Triplice Fraternal Abraço! Comandante!
Belo, oportuno, adequado e completo esse artigo do Cel Duarte. Esse veículo de informação tende a crescer muito com os artigos do Cel Cláudio Duarte. Parabéns!
Achei muito interessante o artigo divulgado!
As vezes a paz impera por tanto tempo, que desprezamos os sistemas de defesa.
E quando de repente precisamos, aí descobrimos o quanto ela é importante!
Belo texto Sr Cláudio , parabens
O exemplo de Israel destaca a importância de se preparar estrategicamente antes de qualquer ação ofensiva, garantindo que a base de defesa esteja sólida. Isso reflete a lição fundamental de que o sucesso no mercado exige uma estrutura bem definida e a capacidade de defender sua posição antes de expandir. A falha do Irã em proteger sua própria infraestrutura, focando apenas em ataques externos, também serve como alerta para empresas que negligenciam a gestão interna enquanto buscam crescimento. Em resumo, a preparação, a resiliência e a visão estratégica são fundamentais para garantir que a ofensiva no mercado seja bem-sucedida, assim como em qualquer conflito. Parabéns pela matéria!
Cláudio, meu amigo, ótimo texto. Claro, preciso, objetivo, elucidativo e educativo. Com ele você não conseguirá que agentes do Estado mudem sua forma de pensar e deem a devida atenção às forças de defesa nacionais, mas, com certeza, trará um pouco de luz sobre a questão específica de Israel e de defesa, de forma geral, para aqueles que , do tema, só conhecem o que a mídia tradicional, devidamente comprometida com outros interesses, se digna a divulgar.
Presado amigo Cláudio teu texto é uma aula, mas como pilhéria muito bem conhecida por vc, há quem diga que ” só a tora conduz a vitória”. kkkkkkkk