As expressões populares, ditas muitas vezes em frases curtas, expressam sentimentos ou conselhos e simplificam a forma de dizer algo. Suas origens podem se remontar a tempos bíblicos e elas se fixam nas tradições do povo e passam a representar o senso comum ou ensinamento.
A expressão “Engolir sapos”
Significado da expressão
“Engolir sapo” significa suportar situação desagradável, humilhante ou injusta sem reagir ou nem reclamar. A aceitação da situação pode ocorrer em diferentes locais.
No ambiente profissional, é comum aceitar passivamente ordens absurdas ou crítica injusta do chefe para não criar atrito com ele ou para não perder uma oportunidade.
Em ambiente familiar, a aceitação em silêncio de algo desagradável se dá por receio de criar conflitos e mal-estar.
De qualquer forma, a ideia da expressão vem da tolerância a coisas desagradáveis e injustas e da repulsa em ter que aceitar algo repulsivo e desagradável, como deve ser engolir um sapo.
Porém, há outra interpretação mais moderna associada à técnica de produtividade. A “técnica de engolir o sapo” sugere realizar a tarefa mais desagradável primeiro, a fim de aproveitar a energia e força de vontade dos primeiros trabalhos, para depois lidar com tarefas mais fáceis e que demandam menos esforço.
Há que se ter cuidado com a “quantidade e o tamanho dos sapos” que se engolem, porque a falta de reação pode provocar estresse, ansiedade e frustração, levando até à piora do convívio social e profissional.
Por que sapo e não rato, aranha ou gato? Porque o sapo é um bicho feio, repulsivo e nojento.
Origem da expressão

Há três versões para a origem da expressão.
Uma delas é a visão desagradável de engolir um sapo, como a foto que ilustra o artigo.
Outra versão é a presença de sapos em atos de bruxaria, pois acreditava-se que existia uma pedra na cabeça dos sapos que contribuía para a eficácia do feitiço.
A terceira versão tem origem bíblica. A segunda das dez pragas que assolaram o Egito foi a infestação de sapos na terra do faraó. Os sapos estavam por toda parte: nas ruas, nas casas, nas camas, nas mesas de jantar e nas cozinhas. Assim a população teve de acostumar-se a viver com os sapos sem reclamar porque não havia o que fazer contra a praga. Os egípcios não engoliam os sapos, mas tiveram de aceitar conviver com a situação incômoda e desagradável.
