O ano de 2024 iniciou-se com a notícia de forte terremoto no Japão, que atingiu a magnitude 7,6 na Escala Richter. As informações dão conta de que, até o momento, faleceram pelo menos 48 pessoas.
TERREMOTOS
O interior do planeta divide-se em placas tectônicas que se movimentam lentamente. O movimento dessas placas gera processo de deformação em camadas de rochas, que vão se adaptando ao movimento.

Quando não suporta o peso de outra rocha, uma rocha se rompe, uma delas ou ambas deslizam bruscamente e liberam ondas elásticas, chamadas ondas sísmicas, que se espalham em todas as direções e fazem a terra vibrar até a superfície.
ESCALA RICHTER
Quando estudavam os terremotos na Califórnia em 1935, os sismólogos Charles Richter e Beno Gutenberg criaram um meio para medir a magnitude (ou tamanho) dos terremotos com base nas ondas sísmicas geradas, o qual tomou o nome de Escala Richter.

A Escala não tem valor mínimo nem máximo, mas foi graduada de -1 a 10, sendo que a magnitude 10 corresponde ao terremoto de maior magnitude. Até hoje, o terremoto de maior magnitude, que aconteceu no Chile em 1960, marcou 9,5 na Escala Richter.
O valor da Escala Richter não tem unidade (como metro, litro ou quilos); simplesmente diz-se que o terremoto marcou (ou atingiu) valor X na Escala Richter. É errado dizer que o tremor atingiu 7,2 “graus” na escala Richter; diz-se que o terremoto atingiu a magnitude 7,2 na escala.
Apenas tremores de magnitude superior a 3 são sentidos na superfície e, acima de 3, começam a causar danos à infraestrutura. Abaixo de 3, os tremores são percebidos apenas pelos sismógrafos, aparelhos que detectam os movimentos do solo e medem as ondas sísmicas.
O aumento de uma unidade na escala Richter representa aumento 10 vezes maior na magnitude do tremor. Um sismo de magnitude 6 é 10 vezes maior que o de magnitude 5, 100 vezes maior que o de 4 e 1.000 vezes que o de 3.
Quanto maior o número na Escala Richter, mais intenso e potencialmente destrutivo será o terremoto.
DANOS CAUSADOS
| MAGNITUDE | DANOS |
| 1,0 a 1,9 | Eventos detectados somente por sismógrafos, ocorrem diversas vezes durante o dia, porque a crosta terrestre se movimenta constantemente. |
| 2,0 a 2,9 | Acontecem em média 800 mil vezes por ano e dificilmente são sentidos pelas pessoas. |
| 3,0 a 3,9 | Acontecem em média 20 mil vezes por ano e são sentidos pela maioria das pessoas. |
| 4,0 a 4,9 | Ocorrem cerca de 2.800 por ano e causam danos físicos a edifícios, principalmente a vidraças. |
| 5,0 a 5,9 | Esses tremores, que ocorrem perto de mil vezes por ano, causam queda de mobiliários e danos estruturais. |
| 6,0 a 6,9 | Causam abertura de fendas na crosta terrestre e queda de edifícios. 180 desses tremores ocorrem por ano. |
| 7,0 a 7,9 | Danificam edifícios, pontes e barragens. Ocorrem em média 14 por ano. |
| Acima de 8 | De grande magnitude, causam grandes desastres e danos estruturais a edifícios. Atingem extensas áreas de milhares de quilômetros quadrados, são raros e acontecem a cada 5 anos. Acima de 9, provocam efeitos devastadores. |
Magnitude maior na escala não significa necessariamente maior mortalidade. Fatores como infraestrutura da área atingida e densidade populacional da região atingida têm influência sobre os danos ocorridos e o número de mortos.
Em 2010, terremoto de magnitude 7,2 atingiu o Haiti e matou cerca de 300 mil pessoas. O recente terremoto no Japão, de magnitude 7,6, causou danos materiais e 56 mortes, segundo divulgado até o momento. O Japão, que sofre muitos terremotos, está mais bem estruturado para enfrentá-los.
NOVAS ESCALAS
A Escala Richter tem se tornado obsoleta e vem sendo substituída por outras, como a Escala de Magnitude de Momento, que funciona melhor com os modernos sismógrafos.
No entanto, a imprensa ainda se refere à magnitude dos terremotos utilizando a Escala Richter.
